Você já se pegou se explicando o tempo todo, duvidando da própria memória ou achando que é dramática demais dentro de uma relação? Isso raramente é coincidência: existem mecanismos que alimentam esses padrões, como a forma que o cérebro passa a confundir intensidade com amor, o carinho que aos poucos vira controle e a confiança na própria percepção que vai sendo corroída. Entender como esses mecanismos funcionam é o primeiro passo pra parar de repeti-los. É esse olhar, baseado na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que a Laura Felix, graduanda em Psicologia, traz no conteúdo dela, de forma acolhedora e sem julgamento.
Quero entender meu padrão Saiba maisNão é falta de força de vontade nem ingenuidade sua. O que costuma estar em jogo é a dependência emocional, um padrão em que o bem-estar fica quase todo amarrado à aprovação do parceiro. O cérebro aprende a associar intensidade a prova de amor e, a cada reconciliação, libera picos de alívio que reforçam o vínculo, o mesmo mecanismo que explica por que ciclos de briga e paz viciam tanto. Quando esse funcionamento fica visível, o padrão para de parecer destino e passa a ser algo que dá pra compreender e mudar.
Love bombing (aquela enxurrada de elogios, presentes e promessas logo no começo, intensa demais pra ser real), ciúme vestido de cuidado e o afastamento gradual dos seus amigos costumam chegar disfarçados de romance. Nomear esses sinais é o que separa a paixão das primeiras voltas do ciclo do abuso, a sequência que se repete entre tensão, explosão e reconciliação. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) transforma essas percepções em critérios observáveis, e é isso que o conteúdo da Laura ajuda a enxergar: o que é entusiasmo de verdade e o que é controle começando a se montar.
Gaslighting é uma forma de manipulação que corrói aos poucos a confiança da pessoa na própria memória e no próprio julgamento, até ela mesma concluir que está exagerando ou inventando. Recuperar essa confiança interna é parte central do processo, porque uma autoestima abalada vira terreno fértil pra aceitar o que não deveria ser aceito. A TCC trabalha exatamente essa relação entre o que aconteceu, o que você pensou e como se sentiu, devolvendo o direito de acreditar no que você percebe.
Depois de uma relação que machucou, é comum que a dor empurre a gente rápido pra outra parecida, quase sem perceber, e isso não é fraqueza: é o padrão ainda no comando. A TCC oferece caminhos pra reduzir a ruminação ansiosa (aquele pensamento que fica girando no mesmo assunto sem sair do lugar) e pra construir um apego mais seguro, em que o afeto não vem embrulhado em medo de perder. A ideia é que a próxima escolha afetiva possa partir de clareza, e não de carência.
O ponto de partida da Terapia Cognitivo-Comportamental é entender a demanda: o que está incomodando, desde quando e em que situações aquilo aparece. Colocar em palavras o que até então era só uma sensação confusa de mal-estar já organiza o problema e mostra por onde começar.
A abordagem ajuda a observar como certas situações, pensamentos e reações se encadeiam e voltam a acontecer. Em vez de culpar a pessoa por cair de novo, a TCC olha pro mecanismo por trás disso, o que tira o peso do é problema meu e coloca a atenção no que realmente dá pra trabalhar.
A partir do que foi identificado, a TCC oferece ferramentas concretas pra lidar com a demanda, como questionar os pensamentos automáticos (aquelas conclusões que surgem na cabeça sem a gente decidir, muitas vezes ligadas à culpa e ao medo) e testar respostas novas no lugar das antigas. São recursos pensados pro dia a dia, não teoria solta.
Com o tempo, o trabalho caminha pra reconstruir a confiança na própria percepção e nos próprios limites, quebrando ciclos que se repetiam de relação em relação. Mais do que resolver uma situação específica, a proposta da TCC é deixar a pessoa com autonomia pra reconhecer o próprio valor e para lidar sozinha com os desafios que vierem depois, sem depender da validação de outra pessoa.
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Ainda não. A Laura é graduanda em Psicologia pela Universidade Estácio de Sá, em Niterói, com formatura prevista para 2028, então hoje o trabalho dela é educativo e de autoconhecimento, sem substituir acompanhamento clínico. Assim que ela concluir a formação e puder atender, haverá uma lista de espera para o atendimento futuro, e quem acompanha o conteúdo será avisado primeiro.
Dependência emocional é quando o bem-estar de alguém fica quase todo ligado à aprovação e à presença do parceiro, a ponto de a pessoa abrir mão de limites, amizades e vontades pra manter a relação. Entre os sinais mais comuns estão o medo intenso de ser abandonada, a dificuldade de dizer não e uma sensação de vazio quando o parceiro está distante. Vale lembrar que reconhecer alguns desses sinais não é um diagnóstico: é um convite pra olhar com mais cuidado pra própria relação.
Red flags são sinais de comportamento que indicam risco de controle, desrespeito ou manipulação numa relação, e muitas vezes vêm misturados a gestos que parecem carinhosos no começo, como o love bombing (aquele excesso de atenção e promessas logo de cara). Elas passam despercebidas porque o cérebro tende a ler intensidade como prova de amor, principalmente em quem tem apego ansioso, aquele jeito de se relacionar marcado pelo medo constante de perder o outro e pela necessidade de reafirmação o tempo todo.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) trabalha justamente a relação entre pensamento, emoção e comportamento, o que ajuda a identificar as distorções que o gaslighting deixa instaladas, como duvidar da própria memória ou se culpar por reações dos outros. Com o tempo, o objetivo é reconstruir uma autoestima mais realista e menos dependente da validação alheia.
Por enquanto, esse contato acontece pelo conteúdo: acompanhando o material educativo que a Laura publica e levando suas dúvidas por ali. Como ela ainda não atende, não há consulta nem sessão neste momento. O caminho é se manter por perto e, quando a lista de espera para o atendimento futuro abrir, entrar nela pra ser avisada assim que a Laura estiver formada e apta a atender.
Serve pros dois momentos. O ciclo do abuso costuma deixar marcas mesmo depois que a relação termina, como a ruminação ansiosa e a dificuldade de confiar em alguém novo, e entender esses padrões ajuda a não repeti-los. Quem ainda está na relação também ganha ao reconhecer os sinais e fortalecer os próprios recursos internos antes de qualquer decisão, sempre no seu tempo.
No Instagram @lauragfelix, onde ela reúne boa parte do conteúdo educativo sobre relacionamentos, autoestima e sinais de alerta, publicado com regularidade e em linguagem simples.